terça-feira, 24 de março de 2026

Música VIII - Vinil - Conjunto de Som Gradiente.

 

 

                                                    ↑D                             ↑ E 

↑D:  Lado  direito  da  foto =  Equipamento  JVC

↑E: Lado  esquerdo da foto =  Equipamento  Gradiente.

 

         EQUIPAMENTO DE SOM  GRADIENTE: 

          Toca-discos Gradiente DD1, 

          Equalizador Gradiente E-10, 

          Stereo Mixer Amplifier Gradiente MODEL 360,

          FM/AM Stereo Receiver Technics  AS – T150 e

          CD – 2500 Stereo Cassete Deck .

 

                                              ↑D                                           ↑ E 

↑D:  Lado  direito  da  foto =  Equipamento  JVC

↑E: Lado  esquerdo da foto =  Equipamento  Gradiente.

                          Toca-discos DD1

 

Direct Drive Electronic Automatic Turntable -  MODEL  DD1.



            

 


 

 

                                    

🎵 📀 Gradiente DD-1 é um  toca-discos clássico  brasileiro, bastante conhecido entre os amantes de áudio.

 

 

                🔧 Características principais

·         Tipo: Direct Drive (tração direta)

·         Velocidades: 33⅓ e 45 RPM

·         Controle: Semi-automático (retorno automático do braço ao final do disco)

·         Braço: Em “S”, com headshell removível

·         Pitch control: ajuste fino de velocidade

·         Construção: robusta, com boa estabilidade

⚙️ O que significa “Direct Drive”?

                      No DD-1, o prato é ligado diretamente ao motor (sem correia).

Vantagens:

·         Mais estabilidade de rotação

·         Menos manutenção (não tem correia para trocar)

·         Resposta mais rápida

🔊 Qualidade de som

·         Muito honesto para hi-fi doméstico

·         Bom grave e estabilidade

·         Excelente custo-benefício (principalmente no mercado de usados)

·         Com uma cápsula moderna (como a linha Audio-Technica VM95), ele melhora bastante.

🎯 Pontos fortes

·         Durável (equipamento antigo, mas resistente)

·         Fácil de ajustar

·         Boa compatibilidade com várias cápsula

 

 

Equalizador Gradiente ES -10

🎶 Gradiente ES-10 – Stereo Graphic Equalizer

O Gradiente ES-10 é um equalizador gráfico estéreo de alta fidelidade, projetado para oferecer maior controle tonal e versatilidade ao seu sistema de som. Com ele, o ouvinte pode ajustar com precisão diferentes faixas de frequência, corrigindo deficiências do ambiente ou realçando características sonoras de acordo com o gosto pessoal.

Características principais: 

·         Equalização de 10 bandas por canal: permite ajustes independentes do lado esquerdo e direito.

·         Controle total do espectro audível: atua desde os graves profundos até os agudos cristalinos.

·         Chave Tape Monitor / Loop: possibilita a conexão direta com tape decks, receivers ou processadores externos.

·         Função Bypass: permite comparar o som equalizado com o sinal original sem perda de qualidade.

·         Indicadores visuais (VU ou LEDs): auxiliam no monitoramento do nível de saída e evitam distorções.

·         Design em rack: acabamento metálico (preto ou prata), com controles deslizantes iluminados, ideal para compor conjuntos Gradiente.

Aplicações:

·         Correção acústica em salas e ambientes.

·         Realce de graves para música dançante ou rock.

·         Maior clareza em vozes e instrumentos acústicos.

·         Integração em sistemas hi-fi e racks completos da Gradiente.

 

👉 Esse modelo foi bastante popular entre 1982 e 1985, geralmente vendido em conjunto com receivers Model 240 / 360 e tape decks como CD-2000 / CD-2500.

 

 

 

                          MODEL 360 Stereo Mixer Amplifier Gradiente  

Na segunda metade da década de 1970, a Gradiente investiu pesadamente em uma nova linha de produtos, com novos leiautes e equipamentos mais sofisticados, e potentes. A mudança ocorreu também nos projetos; novos circuitos, componentes importados, mais potência e melhor qualidade na montagem, resultado do natural crescimento do mercado e da empresa.

Os equipamentos foram lançados em outubro de 1977, à exceção do Model 360. Foi o início dos leiautes sem grafismos, painéis em alumínio escovado e sintonizadores com indicação digital nos produtos da empresa.

Modelo mais potente da linha, o Model 360 também apresenta um recurso incomum para um amplificador integrado residencial da época: a possibilidade de se misturar duas fontes de sinal. É dotado de um pequeno misturador, que permite a fusão dos sinais de duas entradas de toca-discos.

Seu painel dianteiro é bonito e funcional. Além do já citado mixer, disponibiliza controles de graves, médios e agudos, seleção para dois pares de sonofletores, saída para fones, filtros, monitor para dois tape-decks e atenuador (mute).

O também bonito VU de led oferece duas sensibilidades (0dB e -20dB), com marcações em dB e potência, para 8Ω de carga nominal.

 

O painel traseiro é bem projetado, com as conexões dispostas em blocos, de forma racional.

Observa-se que o chassis do aparelho é o mesmo do ampliceptor Model 1450, lançado antes, de forma que a Gradiente “sacrificou” uma entrada de alto nível para dar lugar à segunda entrada de fonocaptor (phono II), assim, o equipamento não tem entrada auxiliar, o que não é grande problema, pois dispõe de duas entradas para gravadores e uma para sintonizador.

O fusível geral de proteção é interno, o que, em se tratando de aparelhos residenciais, é até mais seguro, e o módulo de potência pode ser separado do pré-amplificador; uma funcionalidade interessante. Três tomadas de energia, sendo uma comutada pelo amplificador, e o conjunto de conectores de pressão para os sonofletores complementam o conjunto.

Quanto a estes últimos, a Gradiente sempre utilizou bornes de rosquear compatíveis com pinos “banana”, que, embora, são muito melhores do que os conectores de pressão, e, nesta linha, começou a usar bornes de rosquear pequenos, como o do terminal de aterramento, mas, após uma gritaria, patrocinada pelos analistas de Antenna, diga-se de passagem, passou a usar os conectores que podem ser vistos na foto acima.

De experiência própria, digo que são frágeis e propensos a problemas, se forem muito manipulados;  para conectar umas poucas vezes, e se esquecer deles, servem bem à sua função, para cabos de bitola pequena.

O Model 360 é um projeto do Eng. Ruy Monteiro, e é diferente dos Model 80, 120 e 160, em sua concepção. Enquanto estes utilizavam os tradicionais transistores 2N3055 e 3055, além semicondutores fabricados no Brasil, o primeiro utilizava transistores de saída e drivers fabricados no Japão, de características técnicas superiores, os mesmos utilizados no Gradiente A1 e em alguns amplificadores americanos e japoneses, como, por exemplo, nos Marantz. Com isso, foi possível utilizar-se tensões de alimentação maiores e o fornecimento de mais potência de saída.

 

 

     FM/AM Stereo Receiver Technics  AS – T150

Esse receiver  da Technics é  utilizado como  um  Tuner. Conectado  no  painel  traseiro  do  MODEL  360  na opção  Tuner.

 

 

 

                        CD – 2500 Stereo Cassete Deck

 

 

      Especificações Técnicas

De acordo com uma loja especializada que divulgou o aparelho usado/vintage, estas são suas principais características:

          Velocidade da fita: 4,75 cm/s.

          Cabeças: Sen-Alloy (gravação/reprodução) e Ferrite (apagamento).

          Resposta de frequência:

o          Normal: 20 Hz – 15 kHz

o          CrO: 20 Hz – 16 kHz

          Distorção Harmônica Total (THD): 1,3 %.

          Relação Sinal/Ruído: 56 dB (sem redução de ruído).

          Wow & Flutter: 0,09 % (wRMS).

          Diafonia (Crosstalk): 65 dB a 1 kHz.

          Separação entre canais (stereo): 35 dB a 1 kHz.

          Nível de entrada: 80 mV / Impedância de entrada: 100 kΩ.

          Nível de saída: variável entre 0 e 350 mV / Impedância de saída: 5 kΩ.

          Alimentação: bivolt (110/220 V, 50/60 Hz).

          Dimensões: cerca de 390 × 151 × 326 mm (L × A × P).

          Peso: aproximadamente 7,2 kg radiomuseum.org.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Música VII - Vinil - 🎛️ JVC JA-S55 — STEREO INTEGRATED AMPLIFIER.

 

 





 

https://youtu.be/yfHEkCLl2eI

 

O JVC JA-S55 é um clássico da era hi-fi analógica da JVC, anterior à linha Super-A, e um dos amplificadores mais musicais e robustos que a marca produziu no final dos anos 1970.
A seguir, confira dados técnicos, som característico, conexões e dicas de uso.

📅 Ano de fabricação: ➡️ lançado em 1978–1979 - Produzido no Japão. Linha intermediária-alta entre o JA-S44 e o JA-S77.

⚙️ Especificações técnicas:

Característica

Valor / Descrição

Tipo

Amplificador estéreo integrado

Potência RMS (contínua)

2 × 65 W em 8 Ω (20 Hz – 20 kHz, THD 0,03%)

Potência em 4 Ω

2 × 80 W (THD 0,03%)

Resposta de frequência

5 Hz – 80 kHz (±1 dB)

Distorção harmônica total (THD)

0,03 %

Relação sinal-ruído (S/N)

Phono – 78 dB • Aux./Tuner – 100 dB

Sensibilidade de entrada

Phono – 2,5 mV • Tuner/Aux. – 150 mV

Fator de amortecimento

40 (a 8 Ω, 1 kHz)

Controles de tom

Graves ±10 dB (100 Hz) / Agudos ±10 dB (10 kHz)

Filtros

Subsonic (15 Hz) e High-Filter (10 kHz)

Loudness

Sim (comutável)

Entradas

Phono, Tuner, Aux., tape 1 & 2 (Rec/Play)

Saídas

2 pares de alto-falantes (A/B) + Fone (6,3 mm)

Dimensões (L×A×P)

435 × 150 × 345 mm

Peso

~11 kg

Consumo

250 W

 

📊 Conclusão técnica: é um amplificador sólido para uso com caixas de média potência.

 

🔹 Descrição sonora.

O JA-S55 tem um som neutro, quente e detalhado, típico dos amplificadores Classe AB de transistores discretos da JVC.

🎧 Características auditivas:

·         Graves encorpados e controlados.

·         Médios abertos e naturais (ótimo para vocais e instrumentos acústicos).

·         Agudos suaves, sem aspereza.

·         Excelente separação estéreo e palco sonoro estável.

👉 Excelente parceiro para vinil, fitas cassete e rádio FM vintage.

🎧 Experiência e Qualidade de Som.

Pontos Positivos Comuns.

o    Som detalhado e musical: muitos donos descrevem como com bom palco sonoro e agradável para rock, jazz, clássica etc.

o    Resposta ampla: permite reprodução mais aberta em graves e agudos do que muitos modelos de entrada da época.

o   Construção robusta: painel metálico pesado e componentes sólidos.

o   Boa compatibilidade com caixas resistivas comuns: 4 – 16 Ω.

o   Estética vintage atraente, incluindo VU - meters, que muitos colecionadores gostam.

🗣️ Feedback de usuários vintage:

    Alguns relatam que, após aquecimento, o som fica “mais suave e agradável”.

   E que o JA-S55 ainda se mantém competitivo.

🔌 Conexões típicas

o   Toca-discos    PHONO (com fio de terra ao GND)

o   Tuner          TUNER

o   Equalizador    TAPE 1 (Rec/Play)

o   Cassete Deck ↔  TAPE 2 (Rec/Play)

o   Caixas         SPEAKERS A / B

👉 Dica: Ative o botão TAPE MONITOR se quiser que o equalizador processe o som de todas as fontes.


🧱 Design e construção.

·    Painel frontal em alumínio escovado prateado.

·    Grandes VU meters analógicos iluminados.

·    Knobs metálicos sólidos e precisos.

·  Transformador de potência robusto e componentes        discretos.

·   Construção totalmente analógica, fácil de restaurar.

Painel  Traseiro  completo

                                             


                      

🔧 Curiosidade técnica 

1.    O JA-S55 tem arquitetura "dual power supply", com canais esquerdo e direito parcialmente independentes. Isso aumenta a separação estéreo e reduz ruído.
Foi o antecessor direto do lendário JA-S77, que evoluiu o circuito com mais potência e largura de banda.

2.  Aqui está uma avaliação completa do amplificador vintage JVC JA-S55, um clássico integrado estéreo japonês dos anos 70 muito apreciado por entusiastas de áudio hi-fi:

⚠️ Pontos de Atenção:

·   Manutenção vintage: por ter décadas de uso, muitos aparelhos precisam de limpeza de contatos, substituição de capacitores ou revisão técnica.

·   É puramente analógico.

 💡 Resumo da Avaliação

🔹 Som: limpo, detalhado e musical para música analógica e digital.
🔹 Construção: robusta e típica de aparelhos japoneses clássicos.
🔹 Performance: boa para o que se espera de um integrado vintage.
🔹 Estética e coleção: ótimo para coleção ou sistema vintage retrô.

👉 Indicado para quem gosta de som analógico clássico, possui caixas compatíveis e aprecia aparelhos vintage restaurados.
👉 Menos indicado para quem quer funcionalidades modernas ou potência extrema.

Qualidade Hi-Fi do JVC JAS55.

·   Ele é considerado Hi-Fi real (alta fidelidade) — não só marketing vintage.

·   Na época (final dos anos 70) era um amplificador de nível médio-alto da JVC, projetado para competir com Sansui, Pioneer e Kenwood da mesma faixa.

Vamos analisar pelos critérios técnicos + sonoros 👇

Medições técnicas (o que define Hi-Fi de verdade).

Esses números explicam por que ele soa tão “analógico” e detalhado.

 

Parâmetro                              Valor                             O que significa

Potência                              60 W por canal (8Ω)       Potência honesta RMS,  

Resposta de frequência         5 Hz – 100 kHz            Além do audível → som aberto

Distorção harmônica (THD)           0,02%                 Baixíssima → alta fidelidade

Fator de amortecimento                   50                      Graves firmes e controlados

Relação sinal-ruído (phono)          81 dB                   Excelente para vinil

Topologia                                        DC +                   FET classe A 

RIAA phono                                ±0,3 dB                   Precisão  de alto nível

 

👉 Tradução prática:

Isso coloca ele dentro do padrão Hi-Fi sério, não é “som antigo bonito”, é tecnicamente correto..

2) Como ele soa na prática:

              Assinatura sonora típica japonesa 70s refinada.:

              Característica principal: “analógico natural”.

              médios ricos (voz, guitarra, piano).

              agudos suaves (não cansam).

              graves redondos, não secos.

              palco sonoro largo.

              excelente com vinil.

O ponto forte absoluto:

O estágio PHONO (entrada de toca-discos). Projetado quando o vinil era prioridade — então supera muitos amplificadores modernos.

3) Personalidade sonora (comparação).

Marca  Som: JVC JA-S55 =   👉 natural + detalhado (equilibrado).

4) Construção (parte que faz diferença no som).

O segredo não é só potência — é o projeto:

              circuito totalmente DC.

              pré em classe A com FET.

              transformador grande.

              capacitores generosos.

              10 kg de peso real.

              Isso reduz compressão e dá dinâmica de música ao vivo.

5) Nível Hi-Fi (classificação honesta).

Escala audiófila: JA-S55 → Hi-Fi verdadeiro. Ele fica bem no limite superior do Hi-Fi clássico.

6) Conclusão:

O JVC JA-S55 não é só um amplificador antigo bonito. Ele é:

➡️ Hi-Fi autêntico.

➡️  excelente para vinil.

➡️ Melhor que muitos amplificadores modernos de entrada.

➡️ Um dos vintage muito apreciado dos anos 70.

 👉 JA-S55 com o DD-200Q — O som realmente brilha.

                                  


👌O conjunto  🎶 Gradiente DD-200Q, 🔊 JVC JA-S55 e 📦 Sony HX-100 (caixas)  pode soar muito acima da média se estiver bem ajustado. Vamos extrair 100% do potencial Hi-Fi desse sistema:

🎯 1) Onde está o segredo do som:

              O ponto mais importante do JA-S55 é o PHONO.

              foi projetado na era do vinil → a entrada é de altíssima qualidade.

o   👉 Portanto Use sempre a entrada PHONO para o toca-discos.

o   (Nunca AUX ou Tuner com pré - externo comum).

🎛 2) Ajuste fino do DD-200Q (fundamental).

              Força de apoio (VTF).

              Se estiver usando AT-VM95E:

              Ajuste entre 1,8 g e 2,0 g.

              Ideal: 2,0 g para mais estabilidade.

              Anti-skating - Mesmo valor da força de apoio.

              Se usar 2,0 g → ajuste 2.

🔌 3) Configuração ideal no JA-S55.

               Subsonic Filter.

o   Ligue se seus falantes mexerem demais com disco ondulado,

o   Desligue para discos planos (som mais cheio).

               Loudness:

o   Use só em volume baixo.

o   Em volume normal → desligado.

               Tone Controls: Para Hi-Fi puro:

o   Bass = 0

o   Treble = 0

          •              Use o botão “Tone Defeat” se quiser máxima pureza.

 🔊 4) Ajuste das caixas (faz enorme diferença).

o   Altura do tweeter na altura do ouvido.

o   Distância entre caixas é mesma distância até você.

o   20–40 cm da parede traseira.

o   Leve angulação para dentro.

o   Isso melhora palco sonoro e imagem estéreo.

🔥 5) Resultado esperado quando está tudo certo:

o   Voz centralizada e “na frente”

o   Grave firme, sem embolar.

o   Pratos de bateria suaves.

o   Palco largo.

o   Som tridimensional.