terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Música 1 - Vinil - Processo de gravação.






 



O disco  de vinil é um excelente  exemplo de  tecnologia 100% mecânica transformando vibração em  música.

Em sua superfície existem sulcos em espiral que vão da borda até o centro. E esses sulcos tem ondulações em  suas  paredes que  reproduzem exatamente as  vibrações do  ar que  foram captadas no estúdio de  gravação,  ou  seja,  um  microfone capta  o  som,  que  vira sinal  elétrico,  que  move  uma  agulha de  corte que  escava o  sulco no  disco matriz.

Se  você aumentar  o  sulco um  milhares  de  vezes,  verá  algo  assim:

V  VV  V 

As  ondulações do  lado esquerdo  do  sulco vão  acionar o  canal  esquerdo do  amplificador.  Os  da  direita, o  canal direito. Ou  seja: o  som  estéreo está fisicamente “esculpido” no vinil. É literalmente geometria  gravada em  plástico, no  sistema  45º/45º.

Esse  sistema chamado 45/45 é  usado  pelo vinil  estéreo desde  1958: cada  parede do V  esta inclinada 45º em  relação ao  eixo  vertical. O canal esquerdo está  gravado na  parede esquerda,  movimentando-se  ao  longo desse  plano de  45º. O  Canal  direito está gravado na  parede  direita e  também movimenta-se ao  longo  do plano.

Na prática,  todo o som  estéreo é  uma combinação contínua desses dois movimentos. E ele soa tão  “real”  porque  os dois canais nascem do  mesmo ponto  físico.

- Não há conversão digital,

- Não    amostragem,

- Não há “passos”.

O cérebro  recebe variações  continuas de  tempo, fase  e  intensidade e isso cria:

- Profundidade

- Imagem central sólida, e

- Sensação de espaço real.

Essa é  uma das coisas mais geniais na  engenharia do som.

O estéreo  no vinil não está  “ao lado” do  outro. Ele está dentro da geometria do sulco.

Vibrações do  ar de décadas atrás estão  moldadas no  plástico.  Quando você roda um LP dos anos 70,  sua  agulha está  seguindo  as  mesmas ondulações que a  voz do cantor produziu naquele  dia.

Não é simulação.  É física  pura.

O vinil é  uma fotografia física do  som. É  som  fossilizado.






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