segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Música II - Vinil - Rodando no Toca discos.

 


                                           (I got a right to be wrong -  The  Allman Brothers)

O que acontece no toca-discos?

Quando você coloca o disco para tocar: O prato gira. A agulha cai dentro do sulco. E o sulco obriga a agulha a vibrar exatamente como o som original.

 A agulha não “lê” o disco — ela é chacoalhada pelo sulco.

 O truque: sulco em V a 45° / 45°.

Desde 1958 o vinil estéreo usa o sistema 45/45.

O sulco é assim:

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 \  /

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Cada parede do V está inclinada a 45°.

🟦 O canal esquerdo é gravado na parede esquerda do sulco (45° em relação à vertical).

🟥 Canal direito é gravado na parede direita do sulco (-45°).

🧲 A agulha lê os dois ao mesmo tempo.

A ponta da agulha toca as duas paredes e vibra para a esquerda/direita → diferença entre canais, e para cima/baixo → som mono (igual nos dois).

 Então: Se só o canal esquerdo toca → a agulha se inclina para um lado. Se os dois tocam igual → a agulha sobe e desce.

A cápsula tem duas bobinas posicionadas exatamente a 45° para capturar essa vibração.

🧠 Isso cria o estéreo real.

 Quando um violão está à esquerda só a parede esquerda do sulco tem ondulação, então a bobina esquerda da cápsula gera mais sinal.

Seu ouvido percebe a posição no espaço. Nada é simulado. Nada é digital. É pura geometria.

Como a vibração vira eletricidade?

A agulha está presa a um pequeno gerador dentro da cápsula. O movimento da agulha (vibração mecânica) gera um  campo magnético que  vira um sinal elétrico estéreo que sai da bobina e entra no amplificador pelo PHONO.

Existem dois tipos principais de geradores:

MM (Moving Magnet.).

MC (Moving Comil).

Em ambos: vibração mecânica → campo magnético → eletricidade.


Por que precisa de pré-amplificador (PHONO)?

O sinal que sai da cápsula é extremamente fraco, com os graves propositalmente reduzidos e agudos exagerados (padrão RIAA). Então o phono faz duas coisas: amplifica e restaura a curva correta de graves e agudos. Sem ele, o som ficaria fino e baixo.

Depois do phono, o sinal vai para o amplificador que aciona as caixas de som. O ar vibra e seu ouvido escuta a música 🎶 🎶 🎶 🎶.

Como funciona o estéreo do vinil?  E por que soa como “3D”?

Os dois canais vêm do mesmo ponto físico, com variações contínuas e sem quantização.

O cérebro interpreta isso como: - Profundidade,- Ar e Palco real.

A ponta da agulha toca as duas paredes ao mesmo tempo, vibrando em duas direções combinadas, executando  dois  tipos de movimentos:

🔹 Movimento lateral (↔) - Quando os dois canais são iguais - Som mono. A agulha vai para esquerda e direita.

🔹 Movimento vertical (↕) - Quando os canais são opostos - som estéreo. Cria sensação de espaço.

Na prática, todo som estéreo é uma combinação contínua desses dois movimentos.

 Nos LPs mono as duas paredes do sulco se movem iguais, só existindo movimento vertical.

Quando você toca um mono numa cápsula estéreo a agulha soma os dois lados e o som sai perfeito.


🧠 Como a cápsula separa L (canal esquerdo) e R (canal direito)?

Dentro da cápsula existem duas bobinas montadas a 45° / 45°, exatamente alinhadas às paredes do sulco. Cada bobina “enxerga” apenas a vibração da sua parede correspondente. Isso gera sinal esquerdo e sinal direito. Separação física perfeita.

  🎵 Exemplos claros

🎤 Voz no centro. L = R. Sulco se move lateralmente. Voz fica “presa” no meio do palco.

🎸 Guitarra à esquerda. Vibração maior na parede esquerda. Bobina esquerda gera mais sinal. Som vem da esquerda.

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Música 1 - Vinil - Processo de gravação.






 



O disco  de vinil é um excelente  exemplo de  tecnologia 100% mecânica transformando vibração em  música.

Em sua superfície existem sulcos em espiral que vão da borda até o centro. E esses sulcos tem ondulações em  suas  paredes que  reproduzem exatamente as  vibrações do  ar que  foram captadas no estúdio de  gravação,  ou  seja,  um  microfone capta  o  som,  que  vira sinal  elétrico,  que  move  uma  agulha de  corte que  escava o  sulco no  disco matriz.

Se  você aumentar  o  sulco  milhares  de  vezes,  verá  algo  assim:

V  VV  V 

As  ondulações do  lado esquerdo  do  sulco vão  acionar o  canal  esquerdo do  amplificador.  Os  da  direita, o  canal direito. Ou  seja: o  som  estéreo está fisicamente “esculpido” no vinil. É literalmente geometria  gravada em  plástico, no  sistema  45º/45º.

Esse  sistema chamado 45/45 é  usado  pelo vinil  estéreo desde  1958: cada  parede do V  esta inclinada 45º em  relação ao  eixo  vertical. O canal esquerdo está  gravado na  parede esquerda,  movimentando-se  ao  longo desse  plano de  45º. O  Canal  direito está gravado na  parede  direita e  também movimenta-se ao  longo  do plano.

Na prática,  todo o som  estéreo é  uma combinação contínua desses dois movimentos. E ele soa tão  “real”  porque  os dois canais nascem do  mesmo ponto  físico.

- Não há conversão digital,

- Não    amostragem,

- Não há “passos”.

O cérebro  recebe variações  continuas de  tempo, fase  e  intensidade e isso cria:

- Profundidade

- Imagem central sólida e

- Sensação de espaço real.

Essa é  uma das coisas mais geniais na  engenharia do som.

O estéreo  no vinil não está  “ao lado” do  outro. Ele está dentro da geometria do sulco.

Vibrações do  ar de décadas atrás estão  moldadas no  plástico.  Quando você roda um LP dos anos 70,  sua  agulha está  seguindo  as  mesmas ondulações que a  voz do cantor produziu naquele  dia.

Não é simulação.  É física  pura.

O vinil é  uma fotografia física do  som. É  som  fossilizado.






segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Zeitgeist






(2082) Zeitgeist legendado completo - YouTube


Estamos vivendo a  derrocada de um  império.
É a  história  se  repetindo.  
A  queda do Império Romano,  ocorrida no  século V,  foi  resultado de pressões externas ( invasões bárbaras) e  internas ( Conflitos e  migrações).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Singularidade

 Nossa única responsabilidade é produzir algo mais inteligente do que nós.

Quaisquer outros problemas não nos cabe  resolver.

Não há problemas difíceis, só problemas que são difíceis para um certo nível

de inteligência.

Mova-se alguma coisa para cima ( no nível de inteligência) e alguns problemas

irão deslocar-se de repente, de "impossível", para "óbvio".  Suba-se um grau

considerável para cima, e todos eles ficarão óbvios.  Eliezer Yudkoswsky.

 




segunda-feira, 12 de outubro de 2020

 Falando Sobre o Paranoico John Birch Blues. Bob Dylan

( Qualquer semelhança com a paranoia que atinge um certo país latino-americano é mera coincidência.)

 


Bem, eu estava sentindo triste e na fossa

Eu não sabia o que diabos eu iria fazer

Os comunistas estavam vindo

Eles estavam no ar

Eles estavam no chão

Eles não deixariam em paz

Então eu corri o mais rápido possível

E me juntei a Sociedade de John Birch

Eu ganhei um cartão de membro secreto

E comecei a andar pela estrada

Yee-hoo, Eu sou um verdadeiro John Bircher agora!

Vejam comunistas!

Agora todos nós concordamos com a visão de Hitler

Apesar que ele matou seis milhões de judeus

Não importa tanto se ele era um fascista

Pelo menos não pode dizer que ele era comunista!

Isso é como dizer que se você ficar com frio, você toma uma dose de malária

Bem, eu estava procurando pelos malditos comunistas

Eu levantei de manhã e olhei debaixo da minha cama

Olhei na pia, atrás da porta

Olhei no porta-luvas do meu carro

Não consegui encontrá-los

Eu estava procurando em cima e embaixo pelos Vermelhos em todo o lugar

Eu estava olhando na pia e por baixo da cadeira

Eu olhei dentro do buraco da chaminé

Eu até olhei no fundo da minha privada

Eles escaparam

Bem, eu estava sentado em casa sozinho e comecei a suar

Eu imaginei que eles estivessem na minha TV

Espiei atrás do quadro de imagem

Tomei um choque pelo meu pé, batendo direto no cérebro

Os comunistas fizeram isso!

Eu sei que eles fizeram, os cascas-grossas

Ora, eu me demiti do meu trabalho para que pudesse trabalhar sozinho

Então mudei meu nome para Sherlock Holmes

Segui algumas pistas da minha mochila de detetive

E descobri que tinha listras vermelhas na bandeira americana!

Aquela velha Betty Ross

Bem, eu investiguei todos os livros da biblioteca

Noventa por cento deles foram queimados

Eu investiguei todas as pessoas que conheço

Noventa e oito por cento delas tem que ir

Os outros dois por centos são colegas Birchers, assim como eu

Agora Eisenhower é um espião russo

Lincoln, Jefferson e aquele cara do Roosevelt

Para mim só tem um homem

Que é um verdadeiro americano: Geroge Lincoln Rockwell

E sei que de fato odeia comunas porque ele vetou o filme Êxodo

Ora, eu comecei a pensar direito

Quando eu fiquei sem coisas para investigar

Não conseguia imaginar fazendo qualquer outra coisa

Então agora eu tô sentado em casa investigando a mim mesmo!

Espero que eu não descubra nada, hmm, bom Deus!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Escândalos no Palácio

E.
Nada ouviste dizer a respeito da....?

M.
Nenhuma palavra. Raramente apareço no....

E.
A coisa é certa. S contou-me tudo hoje.

M.
Como assim?

E.
Mete nojo. Ele...

M.
Ah!

E
Finalmente. Deu-se.... Quanto tempo.

M
Pobre  criatura!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Extinções em massa

"Criação e destruição são como dois lados de uma moeda: a manhã morre para dar luz à tarde. A tarde morre quando nasce a noite. Nesta cadeia de nascimento e morte, o dia é mantido" - assim como os equilíbrios da historia da vida originam-se de recuperações criativas que sucedem destruições gigantescas. 


As extinções em massa têm influência-chave na história da vida na terra. Os dinossauros morreram há cerca de 65 milhões de anos na grande destruição do período cretáceo, que também pôs fim a cerca de metade das espécies de invertebrados de água rasa. 
Luis e Walter Álvares, Frank Asaro e Helen MICHAEL propuseram a hipótese que um grande asteróide, com cerca de dez quilômetros de diâmetro, chocou-se com a terra e depositou o irídio há cerca de 65 milhões de anos.
David Raup e Jack Sepkoski, trabalhando com amplas compilações das épocas de vida e morte de famílias fósseis, descobriram uma periodicidade de 26 milhões de anos nas extinções durante os últimos 225 milhões de anos.
Walter Alvarez e Richard A Muller descobriram periodicidade semelhante em ritmo e intervalo (28,5 milhões de anos), aos picos de extinção de Raup - Sepkoski, em crateras de impacto bem datado da Terra, com diâmetros de mais de dez quilômetros.
Que objetos extraterrestre poderia introduzir irídio, mas também atingir a Terra com um ritmo coerente?  O pensamento deslocou-se de asteróides para cometas.
Bilhões de cometas circundam o sol num envoltório chamado nuvem de Oort, localizado bem além da órbita de Plutão.
Podemos identificar duas posições extremas como guias para a interpretação do padrão da vida no tempo. A primeira sustenta que a competição entre as espécies impele à história da vida e especifica as suas mudanças estáveis. Mesmo que os meios ambientes fossem perfeitamente constantes, a evolução continuaria, já que os organismos lutam com outros na corrida pela vida.
A segunda é que se as extinções em massa são tão profundas em seus efeitos, e causadas fundamentalmente por agentes tão catastróficos em impacto e tão completamente além do poder de antecipação dos organismos, então a historia da vida tem uma aleatoriedade irredutível ou opera através de novas e desconhecidas regras de perturbações, não por meio de leis que regulam a competição previsível em tempos normais.
A partir disso podemos considerar três questões:
1 - Quanto dos 26 milhões de anos entre catástrofes são necessários para que a vida recupere a sua antiga riqueza (em número de espécies e complexidade ecológica)?
2 - Os padrões de quem morre e de quem sobrevive a uma catástrofe são coerentes com remoções do campo da vida puramente aleatórias? Se a aleatoriedade não funcionar, as regularidades da extinção em massa testemunham regras diferentes das que governam a ordem dos tempos normais entre catástrofes?
3 - Por que as extinções cíclicas são tão diferentes no que se refere à força (uma que varre mais de 90 % das espécies, outras que se elevam tão pouco acima dos níveis de fundo que necessitamos dos dados refinados de Sepkoski para reconhecê-los)?
 Grandes extinções significariam mais cometas; pequenas extinções, menos cometas? As coisas não costumam ocorrer de uma forma tão mecanicamente simples. Acredito que devemos lembrar-nos de correlatos terrestres, como nível do mar, erupções vulcânicas, alterações climáticas, etc. Suspeito que precisamos de uma perspectiva inversa, uma que leve em conta os dados terrestres, pois eles são provavelmente, não as causas, mas os principais reguladores do rigor. Quando os cometas atingem uma biosfera enfraquecida por outros motivos, seguem-se extinções atipicamente grandes.
 Ela ataca aleatoriamente ou de acordo com regras que transcendem os planos e os propósitos de qualquer vítima.